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Quarta-Feira, 07 de Janeiro de 2015 às 06h24

Pesquisa mostra que machismo é marcante na juventude brasileira

Mais de um quarto dos garotos de 16 a 24 anos consideram que mulher de decote e saia curta está se oferecendo. Para mais de 40%, elas devem ficar com poucos homens e não podem sair sem a companhia dos parceiros
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Os comportamentos machistas são reproduzidos mesmo entre a faixa etária que seria considerada mais liberal: a dos jovens. Mas, muitas vezes, eles não enxergam essa característica nas atitudes que tomam ou na submissão produzidas por esses atos, no caso das meninas. Apesar de apenas 8% das garotas entre 16 e 24 anos afirmarem espontaneamente que sofreram algum tipo de violência relacionada ao machismo, 66% delas admitem que viveram situações desse tipo quando questionadas com exemplos. Ao mesmo tempo, 4% dos garotos admitem já ter praticado alguma agressão. Quando as ações são citadas, o número sobe para 55%.

Mesmo nesse cenário de não percepção do problema, 96% dos ouvidos se dizem a favor da Lei Maria da Penha. A existência do machismo no país também é praticamente unânime, com 96% de respostas afirmativas, ainda que boa parte pratique atitudes com esse viés sem, muitas vezes, ter clareza disso. O ciúmes em excesso, a submissão e a necessidade de controlar o parceiro, inclusive sobre o que vestir ou postar nas redes sociais, são recorrentes em relacionamentos entre jovens. Os dados foram levantados pelo Instituto Avon e pelo Data Popular, a partir de entrevistas com 2.046 jovens de 16 a 24 anos, das cinco regiões do país, durante o mês de novembro.

Pesquisadores, especialistas e governo consideraram os resultados do levantamento preocupante e defendem a inclusão da temática na educação formal como solução. Para a diretora de Pesquisa do Data Popular, Maíra Saruê, a questão pode ser comparada ao racismo. “Ninguém admite que pratica. Todo mundo fala que existe, mas também reproduz sem se dar conta. Homem que puxa mulher na balada para dar um beijo está agredindo. É algo que eles reproduzem sem ter consciência que se trata de uma violência”, afirma. Das jovens que responderam à pesquisa, 78% afirmam terem sido assediadas de alguma forma em público.

As ações listadas incluem receber cantadas violentas ou ofensivas, ser beijada à força, ser assediada em festas ou no transporte público ou algum homem tentar se aproveitar dela quando está alcoolizada. Na visão de um quarto dos jovens, uma “mulher que usa decote e saia curta está se oferecendo para os homens”. Para 41% dos entrevistados, elas também devem ficar com poucos homens e, para 48% deles, as meninas não podem sair sem a companhia dos parceiros. “Esses resultados são chocantes. É uma visão machista que acaba levando inclusive à violência doméstica”, analisa a diretora do Data Popular.



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