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Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2015 às 06h38

São Luiz do Paraitinga propõe pedágio para foliões no Carnaval

Do G1 Vale do Paraíba
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A Prefeitura de São Luiz do Paraitinga pretende levar à Câmara, nos próximos dias, um projeto de lei para instituir a cobrança de uma taxa ambiental aos foliões durante o Carnaval 2016. A cidade tem um dos carnavais mais tradicionais do interior de São Paulo.

De acordo com a administração municipal, a taxa tem como objetivo compensar os danos ao ambiente provocados pelo excesso de turistas e veículos na cidade, que tem cerca de 11 mil habitantes e recebeu cerca de 140 mil foliões no Carnaval deste ano.

A cobrança seria semelhante ao que é feito em Ilhabela (SP) e Ouro Preto (MG) e será revertida para infraestrutura, segurança e saúde.

Pela proposta da prefeitura, será cobrada a entrada dos veículos de turistas na cidade durante a folia. O valor proposto varia de R$ 12 a R$ 90, de acordo com o modelo. Em contrapartida, o estacionamento rotativo Zona Azul seria extinto ou teria o valor reduzido no período.

Arrecadação
A prefeitura estima que 3 mil veículos, em média, acessem a cidade em cada um dos quatro dias de carnaval. Se adotada a taxa ambiental, a expectativa é que a prefeitura pelo menos dobre a arrecadação que tem atualmente com os veículos durante Carnaval - de R$ 70 mil para pelo menos R$ 150 mil.

Atualmente, a maioria dos foliões estacionam os veículos em estacionamentos particulares, que oferecem cerca de 2 mil vagas. O preço da Zona Azul, que tem 1,3 mil vagas, variou de R$ 15 a R$ 400 durante a folia neste ano.

De acordo com o prefeito Alex Torres (PR), sistemas de cobrança seriam adotados nos dois acessos à cidade, como um 'pedágio'.
“Todos os veículos deverão pagar a taxa ao passar pelas entradas a partir da sexta-feira de carnaval”, explicou. O veículo receberia um selo que comprovaria o pagamento.

Segundo a prefeitura, o custo do Carnaval para os cofres públicos é de R$ 1,5 milhão ao ano. “A taxa amenizaria os custos da prefeitura com a festa e ajudaria a preservar a cultura da marchinha do carnaval luizense”, disse o secretário de Cultura e Turismo, Eduardo Coelho.

Anteriormente, em 2013 e no ano passado, a prefeitura tentou sem sucesso terceirizar o evento. No ano retrasado, uma cervejaria quis patrocinar a festa e sugeriu alterações na programação tracional - após polêmica, a empresa cancelou o camarote e atrações. Neste ano, o contrato com uma organizadora foi rescindido.

O projeto da prefeitura foi elaborado com auxilio e pesquisa de professores da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp). “A taxa não vai reduzir o número de visitantes, não é um valor abusivo, apenas visa minimizar a degradação ambiental causada pelo evento”, disse o professor José Carlos Oliveira.

Modelo
O projeto está no departamento jurídico da Prefeitura de São Luiz do Paraitinga e, quando for para a Câmara, deve ser discutido pelos parlamentares. A medida é considerada polêmica.

O motorista Rafael Gimenes já esteve em 10 edições do carnaval luizense. Apaixonado pelas marchinhas e pelo carnaval de rua, ele acredita que a medida pode ser válida se contribuir para melhorar o suporte aos foliões. “A cidade tem uma infraestrutura razoável. Se a taxa não for abusiva, não deixarei de ir a São Luiz no carnaval”, disse.

Já o morador João Cardoso ainda não tem uma opinião formada sobre o projeto, mas acredita que a cidade precisa fazer algo para melhorar sua infraestrutura. “O município não tem condições para receber tanta gente em quatro dias. Alguma coisa precisa ser feita. São Luiz é um município pobre, não pode continuar arcando com mais de R$ 1 milhão para o carnaval”, afirmou.

Para o responsável pelo bloco Juca Teles, Benito Campos, a cobrança é inviável. “Esta cobrança é uma besteira, uma grande piada. A prefeitura não tem estrutura para fiscalizar essa cobrança e a identificação dos turistas. Não vejo qual seria o resultado dessa arrecadação”, declarou.

Individual
Caso o projeto de cobrança aos veículos não seja aprovado pela Câmara, a a prefeitura sugere ainda outro modelo, como por exemplo a cobrança de uma tarifa de R$ 5 por pessoa. O modelo para controlar e fisalizar o acesso dos pedestres teria que ser estudado.



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